sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Projeto que achei super interessante e acho que vale a pena divulgar. O telefone para maiores informações, para quem é de Belo Horizonte/MG, é o 3429-9006

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Portas e janelas têm dobradiças ou trilhos para se abrirem ou fecharem quando necessário!

Tem um antigo ditado que diz que quando uma porta se fecha, uma janela se abre!

Pode até parecer coisa de livro de alto-ajuda, mas a verdade é que muitas vezes, o que acontece é isso mesmo. Mas temos que nos manter no controle da situação para que quando isso acontecer, ter condições de pelo menos pular a janela! (Mas isso se ela estiver aberta e se realmente for necessário!)

Basta uma pequena reunião de amigos pra jogar conversa fora em volta de uma mesa de boteco pra que exemplos sejam dados, onde, após longos debates bem informais e regados a muitas risadas, acabam com alguém usando exatamente este ditado.

Se pararmos pra pensar um pouco nas portas e janelas de nossas casas ou do local do nosso trabalho, ou mesmo num local de diversão, a todo momento estamos abrindo ou fechando alguma porta ou janela, pelos mais variados motivos: agregar, separar, dar privacidade, controlar a entrada de luz e ar etc.

Assim também é o que acontece em nosso dia-a-dia, quando diante de situações pelas quais somos obrigados a passar, percebemos que estamos perdendo algo importante, ou nos distanciando de objetivos traçados, seja por que motivo for. A sensação muitas vezes é a de que estão fechando a porta na cara! Isso causa uma sensação de que o ar nos foi negado e que a escuridão domina aquele momento.

E diante da expectativa frustrada e dos prazos que estabelecemos para que as coisas aconteçam em nossa vida, sabe-se lá com que critério – se é que tenha sido utilizado um para definir isso – esbravejamos e numa reação imediatista, fechamos mais portas e janelas para vivermos aquele momento de escuridão e isolamento, com raiva de tudo e de todos, e até da nossa sombra!

Mal sabemos nós que, muitas vezes a porta que acreditamos ter sido fechada e que realmente foi trancada a sete chaves está assim para impedir que o que está do outro lado nos prejudique naquele momento. Pode ser que aquela porta trancada tenha sido o meio para que pudéssemos aproveitar de coisas boas que já estavam junto a nós, sem interferência de coisas externas, ainda que não vejamos isso de imediato.

Se for assim, ainda que uma janela se abra, temos que ver se a melhor opção é realmente chegar a cara do lado de fora ou mesmo tentar pular por ela, já que pode ser que o melhor a fazer é permanecer ali até que a própria porta se abra.

Assim, nem uma porta fechada é motivo de tristeza, como também uma janela aberta necessariamente não é uma oportunidade!

O importante é que tenhamos a mente aberta para que saibamos tirar proveito das portas e janelas, estando elas abertas ou fechadas!




































quinta-feira, 19 de agosto de 2010

“Como é preciso gostar de alguém para preferi-lo à sua ausência!” - Rostand , Jean , em Pensamentos de um Biólogo

Dias atrás, coincidências me levaram a pensar sobre as dificuldades de se manter um relacionamento, de conviver com uma pessoa e principalmente, o quanto é difícil reafirmar, a cada dia, esse desejo de estar junto de alguém.

Ouvi muitas pessoas me questionando sobre o tema, uns pedindo conselhos, outros só reclamando e foram destas indagações que surgiu meu interesse sobre o tema.

Muitos podem ser os fatores que levam as pessoas a simplesmente não conseguir um amor ou mesmo não conseguir mantê-lo. E a primeira pergunta que devemos fazer é: O que as pessoas realmente procuram em um relacionamento?

As pessoas, em sua grande maioria, iniciam seus relacionamentos na fase do oba-oba, onde o principal desejo é viver, viver tudo e mais um pouco, sozinhos de preferência por que assim dá pra “ficar” com muita gente e aproveitar tudo sem ninguém pra controlar.

É a velha máxima do pegar mais não se apegar!!

Com o tempo o sair e badalar nos trazem a sensação de que eles tem o mesmo tempo de duração que os relacionamentos que eles proporcionam: temporários e sem conteúdos. E de repente surge aquela necessidade de que para se viver na plenitude é necessário poder compartilhar experiências, momentos bons e ruins e saber superá-los e que isso somente é possível com alguém, já que ter tudo isso e estar sozinhos já não faz sentido algum.

Tudo isso se dá por que, aos poucos, nossas necessidades mudam e com eles vem o desejo de mudar tudo. E, portanto, cabe a cada um de nós saber identificar corretamente quais são suas necessidades atuais.

Mais talvez a principal razão dos relacionamentos atuais minguarem ou simplesmente inexistirem é o fato de que cada pessoa (o seu caráter, seus valores, sua identidade), simplesmente se perderam.

Antigamente se via mais claramente nas pessoas o seu caráter e seus valores. Cada um tinha uma identidade própria, além do que era comum, em um relacionamento, as pessoas existirem em razão da outra e viver a vida toda ao lado de apenas uma pessoa.

Se antes a traição era algo de escárnio, hoje é vista como algo normal, mais somente quando não se é traído, lógico, por que contribuir para a traição do outro, ao assumir papel de amante, ai pode. Exemplos assim fazem com que o caráter e os valores sejam flexibilizados atualmente.

Mais nem tudo é ruim. Hoje as expressões “Cara-metade” ou “alma gêmea”, podem até serem ditas, porém, não fazem mais parte da vida dos casais.

O que a princípio se pode parecer estranho, machista ou coisa do gênero, somente aqui se afirma pela postura das pessoas de nosso tempo. Meus avós viviam um pelo outro, numa relação de dependência, o que as pessoas acham lindo mais pouco prático hoje em dia.

Atualmente nos vemos como seres completos e não como metade de uma laranja que, muitas vezes, somente encontra sua outra metade quando só resta o bagaço.

E ser completo é ser melhor, afinal de contas Deus nos fez únicos e perfeitos. Por isso merecemos nos conhecer e nos tratar como inteiros!

Porém, ser completo pressupõe que cada um de nós se conheça a fundo para que saiba o que buscar.

O homem que perdeu... a estima por si mesmo, deixa de ser bom para algo de grande ou magnânimo

Giacomo Leopardi, in Zibaldone

Taí o problema. Se antes a luta era para se constituir uma família antes de viver, tamanha era a sua importância, hoje a luta é para viver antes de se amar, como se o amor fosse um estado de coma ou mesmo o fim da vida.

E talvez, somente talvez, o que tanto se busca em um relacionamento seja algo que não faz mais parte de nossa realidade. Como se aquela pessoa com que nos relacionamentos fosse necessária apenas para suprir nossas necessidades, visão esta que se mostra, com o tempo, um enorme engano.

Este tipo de relação somente engessa a vida do casal, onde o casal vive dentro de um mundo criado por eles, limitando o crescimento não só individual como ser humano, mais, e principalmente, o crescimento e o fortalecimento daquele relacionamento.

As pessoas precisam sim viver sozinhas, mais só o tempo necessário de se conhecer, saber quais seus desejos, anseios, valores e assim saber qual a sua essência e o que buscar de melhor para si.

Mais buscamos, também, um pouco do que nossos avós foram um para o outro, afinal de contas, todos querem um relacionamento de cumplicidade e que possa ser vivido por toda a vida.

Hoje, amar é uma opção, e, como se pode facilmente perceber, muitas pessoas desejam amar... Porém, poucos sabem e realmente querem esse amor com todas as suas conseqüências e implicações. Viver a dois é, principalmente, deixar livre, como um pássaro que voa longe e só volta se realmente quiser.

Portanto, chega de cobranças! O mundo já faz isso mundo bem; o outro não tem responsabilidade nenhuma pela nossa felicidade. Ele somente a incentiva. Nós somos os verdadeiros e únicos responsáveis por ela; a individualidade é maior que a dependência, assim, queira o outro livre para que ele(a) queira estar contigo e possa reafirmar isso para você e para o mundo.

A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes

François La Rochefoucauld